IGREJAS ABUSADORAS


Recentemente li um artigo em Espanhol que me pareceu bastante familiar ao contexto brasileiro, o texto era assinado por Patrick Zukeran mestre em teologia pelo Dallas Theological Seminary e o tema abordado por Patrick era: “Igrejas abusadoras”. Na concepção de Patrick as “igrejas abusadoras” não se encaixam literalmente no perfil das seitas tradicionais, entretanto, devem ser consideradas como seitas também. Seitas que ele descreve eufemicamente como: “seitas baseadas na bíblia”. Embora pareçam ortodoxas em suas doutrinas sua metodologia e filosofia ministerial é similar às usadas pelas seitas. Embora o assunto de Patrick fosse desenvolvido tendo como pano de fundo o livro Churches That Abuse (Igrejas que abusam), do Dr.Ronald Enroth, o qual analisou cuidadosamente várias igrejas nos Estados Unidos e traçou as características das assim chamadas “igrejas abusadoras”. O contexto evangélico americano não é tão diferente do nosso aqui no Brasil de modo que tal estudo pode ser aplicado à realidade evangélica brasileira também. São oito as características que distinguem as igrejas “abusadoras” das igrejas literalmente evangélicas, as quais são:

Primeira característica: As igrejas abusadoras têm um estilo de liderança orientado para o controle.

Segunda característica: Os líderes desse tipo de igreja usam manipulação para lograr a submissão total de seus membros.

Terceira característica: Essas igrejas possuem um estilo de vida rígido e legalista que envolve numerosos requisitos e detalhes minuciosos da vida diária.

Quarta característica: Essas igrejas tendem a mudar de nome simplesmente se são expostas no meio em que estão.

Quinta característica: A desaprovação de outras igrejas é freqüente, porque se consideram superiores a todas as demais.

Sexta característica: Estas igrejas têm um complexo de perseguição e consideram que são perseguidas pelo mundo e por outras igrejas cristãs.

Sétima característica: Essas igrejas têm como objetivo evangelístico os jovens entre 18 e 25 anos.

Oitava característica: A última característica de uma igreja abusadora é a grande dificuldade que tem os seus membros de saírem de seu meio, sem que esse processo seja marcado de muita dor psicológica e emocional.

O estudo concluiu ainda que pessoas envolvidas com as chamadas igrejas “abusadoras” tendem a desenvolver uma visão distorcida da realidade, desconfiam de todos e sofrem de depressão e temor.
Que este pequeno texto sirva como uma advertência capaz de livrar os incautos das garras desse tipo de gente, de gente doente que não conheceu a cura, entretanto pretendem oferecê-la a outros doentes.