BULTMANN E A FILOSOFIA DA HISTÓRIA


Uma filosofia errada leva a uma idéia errada das coisas. Bultmann em sua “escatologia realizada” considerava mitologia o ensinamento bíblico acerca do tema “escatologia”. Ele disse que “a esperança messiânica podia ter dito sua origem na mitologia cósmica. A perspectiva de Bultmann é que a escatologia é pura mitologia, então o significado geral da história é absurdo.

Argúi, “por tanto podemos entender que a pergunta acerca do significado da história surgiu pela primeira vez em um contexto onde criam que se conhecia o fim da história. Isto ocorreu dentro do conceito judaico-cristão da história, que dependia da escatologia. Os gregos não perguntaram pelo significado da história, e os filósofos não desenvolveram uma filosofia da história.

Uma filosofia da história se forma pela primeira vez no pensamento cristão, porque os cristãos criam que conheciam o fim do mundo e da história.” Em tempos modernos, a escatologia cristã foi secularizada por Hegel e Marx, cada um em sua própria maneira, criam que conheciam o propósito da história, e interpretavam o curso da história à luz deste suposto propósito. “Hoje não podemos supor que conhecemos o fim e o propósito da história. Portanto, a pergunta acerca do significado da história não tem sentido”. Por que o significado da história nesse sentido (significando o processo inteiro) podia ser conhecido somente se pudéssemos pararmos no final da história e obtermos seu significado olhando para trás.O que Bultmann chama “escatologia realizada” propõe que Jesus ensinava que tudo o que sucederá ao reino de Deus “estava presente em sua pessoa”.